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Um manifesto so o Cult Kitsch
 
 
 
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1 - Manifesto Kitsch 2 - O Ser e o Ter 3 - Kitsch e Polítika
4 - O “Kitsch -Man” 5 - O Culto é Kitsch vs. o Kitsch é Culto 6-Cultura, Kitsch e Poder
Cult(ura) e Kitsch

Kitsch e Polítika

A necessidade histórica do aparecimento do Kitsch é intrínseco à modernidade e prende-se com a compulsão da estética artificial para escapar à normatividade e á anomia , duma fuga prazenteira ao stress, monotonia e tédio da vida quotidiana.

O Kitsch é portanto Repetição, Imitação, Falsificação e Estética da Auto-Decepção, uma forma de mentira e embuste, em que o ideal da beleza é socialmente distribuído a uma classe média como outra comodidade sujeita ás leis do mercado da oferta e da procura, e ludibriando as classes da faixa de pobreza se anestesiam na mira de atingir O El Dorado que afinal não lhes é acessível.

O Kitsch é pois sinónimo de má kultura ou falsa arte, um esboço grosseiro, barato, uma porcaria fortemente depreciativa, produzida normalmente para propaganda ou fácil entretimento, com qualidades formais inapropriadas a um conteúdo ou intenção cultural, de fácil aquisição financeira e espiritual, atribuindo-lhe a significação de verdadeira Arte.

Na modernidade das Democracias caracterizadas por uma filosofia de capitalismo selvagem (sem ética social ou ontológica ), que estranhamente quer dizer governo do povo e não da minoria dos políticos, que há muito abandonaram o Idealismo da justiça social e da libertação do(s) Outro(s), sem corrupção material ou pessoal (activa ou passiva).

Assim hoje os políticos desenvolvem a sua actividade , trabalhando hoje em prol do clientelismo pessoal e/ou partidário e dos lobbies económicos dominantes que os financiam, ou da opinião mediática de contabilização de pessoas como percentagens de meros votos numa folha de papel.

O Homem comum não percebe que a sua evolução mental é o prazer espiritual que constitui o charme principal da sua Vida, chegando obtusamente a considerá-lo como um obstáculo á prosecução dos seus objectivos materiais

Assim hoje, os leitores da idade democrática com tempo reduzido para longos textos escritos, querem livros facilmente localizáveis, de rápida leitura e leve compreensão, falsa concepção de beleza, quer o inesperado e o novo com emoções rápidas e passagens assustadoras, impressionantes , com efeitos rápidos e previsíveis, sem incertezas ou sensação de insegurança pessoal, que possa ser comungada e exibida entre tudo e todos (Mass Man).

Recentemente o Kitsch tornou-se um meio para sistematizar, institutionalizar, uniformizar e atingir o maior número possível de massas, em que o mau gosto destes Tempos Modernos, é ilusão, uma manipulação ideológica do gosto, aproveitada pela actividade empresarial para lucrar com as exigências culturais desta nova classe recentemente acordada, em que as novas tecnologias tornam possível a produção barata de livros, imagens, música, móveis, artesanato, etc., em quantidades suficientes para satisfazer o mercado.

O Kitsch é psicológica e sociologicamente a expressão de um estilo de vida da classe média burguesa, com uma relação ascética, hedonista, agressiva, aquisitiva, funcionalista ou cibernética com os objectos, baseada no princípio que a genialidade é vista como a capacidade para criar obras baseadas numa mediocridade, que como um bom produto, deve ser acessível e perceptível a todos.

Assim quase tudo o que é associado á Kult(ura) artística pode ser transformado e reciclado, imitado ou duplicado, reproduzido e standartizado, enfim um placebo tónico e eclético para diversão do consumidor compulsivo, como reacção contra o terror da constante mudança (que por aumento de velocidade constante gera paranóia e esquizofrenia) , do movimento perpétuo da transformação da realidade e do senso moderno de vacuidade espiritual.
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"O único e a raridade hoje tornou-se um conceito anacrónico deixando um espaço vazio nas utopias , como sentido orientador para um futuro melhor."

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